Um ótimo jeito de Agradecer...

(imagem: Guilherme Maio)

Aproveitando a semana de Dia de Ação de Graças - Thanksgiving - nos EUA, o famoso autor de vários livros de Marketing, Seth Godin, postou uma mensagem interessante sobre gratidão em seu blog que traduzimos/adaptamos a seguir:


Um ótimo jeito de Agradecer pelos privilégios que você tem é fazendo algum trabalho importante.


O seu emprego, o seu acesso a internet, a sua formação, o seu papel em uma sociedade civilizada... juntos são um plataforma, uma oportunidade de fazer arte, um jeito de você retribuir e homenagear aqueles que o ajudaram a chegar a esse ponto.


Para cada pessoa que, como você, tem chance de  ler este post, existem milhares (!) de pessoas menos privilegiadas que adorariam ter essa chance e não a tem. Portanto não a desperdice.


Pense um pouco...


Faça algo relevante e importante como trabalho. 
Faça algo relevante e importante quando está na "net".


Leia o post na íntegra (em inglês).


Conheça alguns dos livros de Seth Godin:


. A Vaca Roxa
. A Grande Mudança


J < / >.

Tua Nobre Presença

(foto: Jose Cruz / Wikipedia)


Em 19 de novembro de 1889, 4 dias após a polêmica Proclamação da República, a primeira bandeira republicana temporária foi definitivamente trocada por nossa atual Bandeira Nacional.

Na verdade trata-se da 13a. flâmula nacional desde os tempos do Descobrimento. Mas de 1889 para cá ela apenas sofreu adições de 6 estrelas (hoje são 27) que representam os Estados da Federação que aumentaram em número desde então. 

O Dia da Bandeira não chega a ser feriado, mas é data comemorativa e muito esquecida pelo público em geral. Aliás todo o tema "bandeira" é bem ignorado pela população brasileira em sua maioria. Talvez faltasse mais divulgação ou interesse em preservar a memória e as tradições. Dificil saber o real porquê. 

Mas algumas coisas sobre nossa Bandeira valem a pena saber. Vejamos algumas.

Cores
A atual simbologia das verdes matas, ouro amarelo, azul do céu, etc., é bem representativa, mas tem sua origem nas cores e até desenho da bandeira do Império:


Onde o verde é da hieráldica da Casa de Bragança portuguesa e o Amarelo dos Habsburgos austríacos. O losango em heráldica é também um símbolo feminino, denotando alguma linhagem "por parte de mãe".

Céu Azul
O círculo azul com as estrelas, retrata a configuração das estrelas no céu do Rio de Janeiro em 15/11/1889 mas não da óptica de quem olha para os céus, mas de um ponto-de-vista hipotético de alguém de "fora do espaço" olhando em direção à Terra, para o Rio. Ou seja, quase um "negativo" da vista do céu naquela data. Algo como um ponto-de-vista "Divino" daquele momento.

Ordem e Progresso
Os dizeres positivistas inspirados em Auguste Comte são grafados em verde igual ao do fundo da bandeira, e não em preto como alguns pensam ou afirmam.

Uso
Ao contrário do que a maioria pensa, por melhores e mais patrióticas intenções, a Banderia Nacional não pode ser usada ao bel prazer. Seu uso tem regras, mais! tem uma Lei!, a 5.700 de 01/09/1971. Então antes de cometer uma gafe ou mesmo desrespeito com nosso símbolo máximo nacional, não custa nada saber mais. O site do Exército Brasileiro tem uma versão mais simples e didática para consulta rápida. Veja aqui.

Um pouco de história. Durante séculos, as bandeiras representavam também em combate, nações, reis, nobres, comandantes, unidades militares, etc et al. E tomar uma bandeira inimiga representava a vitória em combate. Por isso, as bandeiras eram conduzidas em combate por algum oficial jovem, o alferes (do latim aquila feris, porta-águia das legiões romanas), em condições de portá-la e defendê-la de ser capturada pelo inimigo. Para essa tarefa, o Oficial Porta-bandeira contava com uma guarda, também composta por 5 ou 6 jovens soldados, mas já com alguma experiência em combate. Dessa tradição de combate surgiu o hábito cerimonial de também conduzir bandeiras em desfiles, conduzida pelo mesmo Porta-bandeira, ladeado pela Guarda-bandeira composta por 5 Cabos (ou 6 se a Guarda contar com mais algum Porta-estandarte). Até hoje, nas unidades militares brasileiras, é atributo do Tenente mais moderno da tropa conduzir a Bandeira em desfiles, sendo substituído a cada ano por outro mais novo. Curiosamente, o depois Marechal e Duque de Caxias, quando apenas Tenente Luis Alves de Lima e Silva, fora Porta-bandeira do Batalhão do Imperador no Rio de Janeiro, hoje Batalhão da Guarda Presidencial de Brasília.
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Nossa Bandeira jamais pode ficar 'no escuro', por isso, quando em mastro, deve ser hasteada com o sol já brilhando e arriada no poente, ou as 8h e 18h respectivamente. Se ela tiver de permanecer hasteada de noite, a devida iluminação deve ser providenciada.
Existe um lugar no Brasil em que a Bandeira sempre está hasteada: na Praça dos Três Poderes em Brasília, uma das maiores bandeiras em mastro do mundo. E mesmo quando ela precisa ser substituída mensalmente para apresentar-se sempre bela e nova, acontece uma cerimônia feita de forma que sempre haja uma Bandeira tremulante ao mastro. Isso porque existe um mecanismo que permite o hasteamento e arriação simultâneos, uma sobe enquanto outra desce (vide foto acima). São necessários mais de 100 homens para transportá-la e dobrá-la em solo. A cerimônia de troca da Bandeira é mensal e fica a cargo, em rodízio, de contingentes das Polícias das 3 Forças Armadas e da Polícia Militar do Distrito Federal.

Descarte
Falando em "troca" de Bandeira, o que você faz com aquela sua Bandeira velha, poída, desfiando da última Copa do Mundo? 
Não vá me dizer que você a joga fora!

Não é um simples pedaço de pano descorado. É um símbolo nacional! Que tem também seu descarte regulado. Simples: entregue suas bandeiras velhas em qualquer quartel das Forças Armadas ou PM. Elas são guardadas e todo dia 19 de Novembro são honrosamente incineradas nos quarteis Brasil afora, pontualmente ao meio-dia em cerimônia especificamente destinada a isso: o Dia da Bandeira. Ao som o Hino à Bandeira ("Salve lindo  pendão da esperança...") cantado pela tropa formada, o Praça mais antigo presente, normalmente um Subtenente, procede a incineração das Bandeiras inservíveis em uma pira.
Após a cerimônia as cinzas tampouco são descartadas. Cada quartel tem em seu terreno, um pequeno espaço de "solo pátrio", em um jardim por exemplo, onde um pequeno molde em cimento com tampa, mas sem fundo (só terra), recebe as cinzas das Bandeiras, que são sorvidas pelo solo pátrio ao longo do ano.

Portanto, ao meio-dia desse 19 de novembro, pare um pouco. Demonstre respeito e reflita uns poucos instantes. Bandeiras Nacionais por esse imenso Brasil estarão sendo incineradas, deixando de cobrir "esse céu de puríssimo azul", no entanto deixando "tua nobre presença" sempre entre nós.

Um Feliz 19 de Novembro.

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Não custa nada, deixar a letra do "Hino à Bandeira", letra de nada menos que Olavo Bilac para a melodia de Francisco Braga:


Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
poderoso e feliz há de ser!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
paira sempre, sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!

ExpoManagement: Redes Sociais Corporativas - Laercio Cosentino



Até muito recentemente, o meio Corporativo trazia as inovações e ensinava a Sociedade. Principalmente em adoção de ferramentas de TI.
Pois bem. Mais recentemente, isso tem mudado, e é a Sociedade que passa ser inovadora em adotar ferramentas de TI e ensina as Empresas. As tais redes sociais na internet são o grande exemplo disso. Não é por acaso que as Empresas entraram no mundo das redes sociais para poderem estar mais juntas do consumidor e também aproveitá-las como outro meio de Marketing e Comunicação.

Laércio Cosentino, idealizador e presidente do Grupo Totvs, falou na ExpoManagement 2011 sobre "Redes Sociais Corporativas".

E antes que gere confusão, melhor explicar:
Não se trata de Corporações nas Redes Sociais já conhecidas, perfis no Facebook, Twitter, Orkut et caterva, como ferramenta de Marketing. Trata-se sim, de Redes Sociais desenvolvidas para as Corporações para realizar seu trabalho, sua atividade-fim.

Mas... as Empresas estão preparadas para atuar como Redes Sociais?

Redes Sociais não são hierárquicas. São baseadas na Relevância, não no poder hierárquico.
E isso não é fácil, principalmente para os Baby Boomers e Geração X. Mas a Geração Y (e depois a Z), chega ao ambiente de trabalho com conceitos de comunicação e interação tipo "rede". Assim eles interagem, assim eles trabalham. Não se adaptar a isso, vai significar que sua Empresa vai perder a habilidade de atrair e reter talentos jovens.

Antes íamos à universidade para aprender. Hoje vamos para compartilhar conhecimento. Todos tem algo a ensinar, inclusive ao professor.
Hoje os colaboradores são de fato Empregados Colaborativos. E as Empresas? Já são "Colaborativas"? Tem ferramentas que permitem o trabalho assim?

Hoje, um Colaborador chega de manhã no escritório da Empresa, liga o PC ou note, "loga" na rede, abre Outlook, "loga" no ERP, abre sites corporativos, etc. Enfim, interage com diversas ferramentas de trabalho de TI. 
Abre também, com ou sem autorização da empresa, seus links pessoais, site de banco, webmail pessoal e as tais redes-sociais-matadoras-de-tempo que todos conhecemos.

Pois bem. Segundo Cosentino, já existem ferramentas de Rede Social Corporativa, por "coincidência" a Totvs é um dos desenvolvedores, que reunem isso tudo em um sistema único: uma Rede Social "de Propósito", com um objetivo laboral.

O colaborador faz um único "login" e acessa a Rede Colaborativa da Empresa. 
Nela, que se apresenta com um jeitão igual qualquer rede social "aberta" (Facebook, Orkut, etc.). Lá ele encontra seus emails, principais links usados do ERP, sistema de gestão de pessoas, e outras ferramentas colaborativas. Tudo isso "filtrado" por uma política de acesso pre-estabelecida por perfil de cada usuário.

Veja algumas vantagens: sabe aquele arquivo de .ppt pesado que todo mundo da empresa tem uma cópia, que vive sendo atualizado, e você nunca sabe se está com a última versão  e que todos ocupam memória para a mesma cópia?
Então. Ela fica na rede colaborativa. Você acessa quando precisa, está "na nuvem", baixa para usar. O responsável por "criá-lo", atualiza sempre que necessário e todos que podem ter acesso , acessam a versão "certa".

A parte colaborativa é que é legal: alguém do comercial atualiza um perfil de cliente, todos (que tem autorização) podem ver a novidade. Quando um negócio é fechado os dados são compartilhados por todos os envolvidos necessários.

Quando alguém tem uma dúvida em um determinado processo, digamos reembolso de viagem a trabalho (afff...). Basta buscar na rede social a política e o procedimento via um "buscador". Ou se a dúvida persiste, você pode ver o link das FAQ (perguntas frequentes) do assunto. Ou ainda, postar a dúvida em um mural virtual e alguém que vê e sabe como ajudar, te ajuda via chat.

Clientes e Fornecedores também tem logins na rede e podem acessar informações de acordo com a política pre-estabelecida.

O lado "pessoal" também não é esquecido, os colaboradores ganham dois perfis internos: um Corporativo, 100% dedicado a informações e decisões do negócio e outro Pessoal. Mas um perfil Pessoal voltado à comunidade do trabalho, onde você pode postar comentários pessoais, fotos, dúvidas, sugestões de atividades sociais, combinar almoços, etc. Podendo se relacionar virtualmente com seus colegas, sem que a informação esteja em uma Rede Social Aberta, que além de tudo fica com todos os seus dados. Por isso é mais seguro para uma Empresa ter a sua Rede Social Corporativa.

Através dessa rede, eventos também podem ser organizados e acompanhados remotamente. Imagine um workshop em que nem todos podem estar presentes fisicamente, mas podem acompanhar na rede, com video ao vivo, chat, slide-share, etc.

Enfim, a Rede Social Corporativa é um "Shopping" de sistemas da empresa.

Resumindo, o conceito e idéias-chaves são:
. Os colaboradores já estão nas Redes Sociais (Abertas).
. Muitas vezes falando de assuntos (sigilosos) do negócio lá.
. As redes sociais (abertas ou não) geram colaboração e possibilidades maiores de interações de trabalho e troca de informações e conhecimento.
. Corporações não podem mais depender de informação e conhecimentos estanques, dispersos em sistemas distintos e não interconectados.
. Corporações não podem ter essa "colaboração" acontecendo em ambientes não-seguros e abertos.

As Redes Sociais Colaborativas Corporativas são o futuro dos sistemas de TI das Empresas. ERP, RH, CRM, email, chats,... tudo! vai migrar para Redes Sociais Corporativas.

Sacou?

Acompanhe o Laercio pelo Twitter no @L_Cosentino


Veja o resumo das outras palestras da ExpoManagement aqui.

J < / >.

Abre as Asas sobre Nós

"Proclamação da República" - 15/11/1889 - Campo de Santana (Rio de Janeiro). 
Óleo sobre tela de Benedito Calixto (1893)


"Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós. Das lutas, na tempestade, dá que ouçamos tua voz.

O Hino da Proclamação da República é nosso hino pátrio menos conhecido, menos divulgado, menos tocado. Principalmente se comparado ao "Ouviram do Ipiranga..." do Hino Nacional. Um hino com melodia forte, mas letra muito complexa com seu vocabulário extremamente erudito até para a época, além de sua estrutura com inversões complicadas que sacrificam a intelecção em nome da rima.

Nossa canção da República também não conta com melodia tão conhecida como outro hino, o da Independência ("Já podeis da Pátria filhos..."), composta por nosso próprio primeiro Imperador, ou mesmo como o Hino à Bandeira ("Salve lindo pendão da esperança, salve símbolo augusto da paz...").

Raros os Países que tem tantos hinos pátrios quanto o Brasil. A maioria dos Países tem em seu hino nacional uma expressão de sua nacionalidade, independência, forma de governo, bandeira, etc.Talvez seja mais uma expressão de uma de uma de nossas maiores características nacionais: o plurarismo.

Nosso plurarismo e "variação" estão também presentes na história de nossas Bandeiras Nacionais. No total, desde a descoberta, por essas terras tremularam 13 bandeiras pátrias, incluindo a atual.
No momento da polêmica proclamação pelo Marechal Deodoro, 15 de novembro, a primeira bandeira republicana foi essa:



Idealizada por nada menos que Rui Barbosa, mas um nítido plágio do pavilhão norteamericano, e que depois serviu de base com suas variações para diversas bandeiras estaduais nossas.
Mas essa durou pouco. Quatro dias depois, foi substituída pela atual em 19 de novembro de 1889, por isso data comemorativa do Dia da Bandeira.

- Então Viva a República! Feliz 15 de Novembro!

Esse seria o tema do próximo livro de Laurentino Gomes, "1889", que completaria a trilogia de história-reportagem com "1808" e "1822". Vamos aguardar.

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Confira a letra completa do Hino da Proclamação da República, letra de Mederios e Albuquerque para melodia de Leopoldo Miguez:


Seja um pálio de luz desdobrado,
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus.
Seja um hino de glória que fale,
De esperança de um novo porvir,
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir.
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.
Nós nem cremos que escravos outrora,
Tenha havido em tão nobre país
Hoje o rubro lampejo da aurora,
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais, ao futuro
Saberemos unidos levar,
Nosso augusto estandarte, que puro,
Brilha ovante, da Pátria no altar.
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.
Se é mister que de peitos valentes,
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes,
Batizou este audaz pavilhão.
Mensageiro de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos,
Heis de ver-nos lutar e vencer.
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.
Do Ipiranga é preciso que o brado,
Seja um grito soberbo de fé,
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia pois, brasileiros, avante!
Verde louros colhamos louçãos,
Seja o nosso país triunfante,
Livre terra de livres irmãos!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.




ExpoManagement: Liderança na Era do Comportamento e da Transparência - Dov Seidman



Hoje os Colaboradores estão distribuidos, segundo o seu nível de compromisso com a sua Empresa, assim:


. 10% - Inspirados
. 20% - Engajados (e portanto podem ser inspirados)
. 50% - Desengajados (e portanto precisam ser engajados logo)
. 20% - Sabotando (e portanto precisam urgentemente ser detectados e desligados)


Com esses números, começou Dov Seidman a sua palestra na ExpoManagement 2011, sobre "Como... liderar por Valores Sustentáveis".


A razão e a solução para essa estatística está na forma de Liderança da Empresa. E o segredo, segundo Seidman não está no QUE fazer, mas no COMO fazer.


A palestra é baseada em seu livro "Como - por que o Como fazer algo significa tudo.. nos Negócios (e na Vida)" lançado em 2007 e que por sinal foi presenteado aos participantes na mochila "kit de boas-vindas" pela HSM, organizadora do evento.

Segundo Seidman, vivemos a 'Era do Comportamento' em que tudo virou "pessoal".
A antiga máxima "lamento, nada pessoal, apenas negócios" (sorry, nothing personal, just business) que as pessoas usavam como desculpa para fazerem coisas frias, impessoais e às vezes desumanas, já não se adequa mais à nossa realidade. 
Isso porque hoje vivemos mais que conectados, vivemos INTERDEPENDENTES. Portanto qualquer ação nossa desencadeia alguma conseqüência não apenas para nós, como para outras pessoas, talvez toda a Sociedade e mesmo o Planeta. Portanto tudo depende de nosso Comportamento, o "como" fazemos as coisas.

O mundo migra da regência dos Valores Situacionais - "Aqui e Agora" - para aproveitar pragmaticamente oportunidades de curto prazo, para os Valores Sustentáveis - "Aqui e Sempre!" - para vivenciar consistentemente os princípios que criam sucesso e sentido duradouros.

O Progresso agora vem da Inovação, que vem do Risco, que vem da Confiança.
( TRIP = Trust - Risk - Innovation - Progress )

Pois bem. Se você tem de assumir riscos, você precisa confiar em pessoas e em informações, que em última instância, se não foram vivenciadas por você, então você as recebeu de alguém em quem tem de confiar. Portanto trata-se essencialmente de confiar em pessoas.

Pergunta Seidman: "Com QUEM fica a Confiança? Comigo ou contigo?"
Comigo que confio em você? Ou com você que confia em mim?
Dificil saber...
Melhor começar confiando em alguém. Questão de Comportamento.

Na Indonésia, cita Dov, ensina-se a Confiança em cafeterias, onde as pessoas além de servirem-se de café, pagam deixando o dinheiro em uma caixa e pegando seu próprio troco (presenciei isso na Europa Oriental nos anos 80). Dificil imaginar isso aqui no Brasil. Ao menos por enquanto. Mas o exemplo ilustra bem COMO se exercita a Confiança e acima de tudo a Confiabilidade.

Da mesma forma que em Administração da Qualidade diz-se que "qualidade não é algo que se controla (CQ), é algo que se produz", hoje os Valores do Comportamento estão acima da Qualidade. A humanidade (tratamento humano, respeitoso e confiante) é maior que o Controle. Devemos Liderar pela humanidade e não pelo controle. Todos devemos buscar Significado e não sucesso.

As estruturas de Governança, Cultura e Liderança nas empresas precisam passar por mudanças, em direção a Liderança por Valores.
O quadro evolutivo dos Estilos de Governança segue:

 Anarquia > Obediência Cega > Aquiescência Assumida > Autogovernança

Assumindo que sua Empresa tenha um mínimo de ordem, a Anarquia está descartada. Dos demais, normalmente temos a seguinte distribuição:

. 3% - Autogovernados (movidos por Valores e Inspiração - motivos intrínsecos)
. 54% - Ciêntes Assumidos (movidos por Recompensas - motivos externos)
. 43% - Obedientes Cegos (movidos por Punições - motivos externos)

Pois bem. Ai voltamos ao quadro inicial. Esses 43% que são movidos pela obediência cega incluem os 20% de Sabotadores e metade dos Desengajados. Portanto é neles que está o desafio. Converte-los de Colaboradores que precisam de Orientação-Supervisão-Controle-Recompensa/Punição para membros Engajados ou Inspirados.

Vale a pena a leitura das idéias de Daniel Pink sobre Motivação Intrínseca. Muito das idéias de Seidman tem aderência com os conceitos e pesquisas de Daniel Pink.


Enfim, Como fazemos as coisas tem muito mais valor de QUE coisas fazemos. 
Encontrar um Significado para o que se faz, é a essencia para definir Como fazemos as coisas.

Saiba mais no site do Autor ou pelo Twitter.


Veja o resumo das outras palestras da ExpoManagement aqui.

J < / >.

ExpoManagement: Execução Eficaz - Ram Charan

(foto: HSM)
Bem. Ram Charan dispensa apresentações. 

Ele falou no último dia de ExpoManagement 2011, de um de seus assuntos que o fizeram famoso: Execução.
Começou a explanação com um "Are you ready for Indian accent?J 

Segundo o prof. Charan, para a Execução, Conhecimento não é suficiente. É necessário treinar: a prática desenvolve reflexos instintivos necessários. É na Execução que se converte o Conhecimento em Resultados. É necessário muito bom senso, e bom senso, sabemos, não é comum, um trocadilho com "common sense is not common".

Segundo Ram Charan, são 6 Regras para uma Execução Eficaz:

1. Identifique Tendências
Mesmo concentrado em executar é necessário ficar de olho "no horizonte", porque tendências não são fáceis de serem detectadas (como os "Pontos de Inflexão Estratégica" de Andrew Grove). Algumas tendências atuais chegaram para ficar, como o Poder dos Consumidores na sociedade da internet, isso não mudará. Tudo com a internet ganha escalabilidade, porém a mesma força imensa que o faz subir na internet, se não souber inovar, essa mesma força o traz para baixo. Muito a ver com "a próxima curva" de Guy Kawasaki e os "sinais atenuados" de Vijay Govindarajan. A internet traz também a possibilidade de alcance global.

2. Defina (poucas) Prioridades claras que definam sua Visão e Estratégia
Exemplificou com Bill Gates:
Visão: "um computador por mesa".
Prioridade: "baixar o custo a ponto de ficar acessível a todos comprarem".

3. Pessoas Certas nas Posições Certas
Sabedoria milenar, segundo Charan.

4. Vincule: Estratégia - Pessoas - Orçamento
Duas Perguntas muito importantes que muito CEO esquece de fazer:
- Que competências não temos e precisamos ter para por essa Estratégia em Execução?
- Quanto de Orçamento precisamos para por essa Estratégia em Execução?

5. Avalie a Performance de olho nas Causas
Não tire conclusões precipitadas. As vezes a meta não foi batida, mas se o mercado mudou, diminuiu por exemplo, mas fomos melhores que os concorrentes, a performance deve ser premiada porque soube-se minimizar os efeitos negativos.

6. Pratique, pratique, pratique....


Muitos desses conceitos estão em seu famoso livro Execução, escrito em parceria com Larry Bossidy. Confira a resenha.

Veja o resumo das outras palestras da ExpoManagement aqui.

J < / >.

ExpoManagement: Gestão Baseada em Pontos Fortes - Marcus Buckingham

A palestra de Marcus Buckingham, o "guru dos pontos fortes", sobre "Gestão Baseada em Pontos Fortes" foi o ponto alto do 2o dia do ExpoManagement 2011.
Primeiro pelo tema em si, que interessa a todos pois nos afeta individualmente como seres humanos e profissionais independentemente de nossa posição laboral e também pela habilidade de Buckingham em prender a atenção da platéia.

Por que Equipes munidas dos mesmos recursos e responsáveis pelas mesmas tarefas, podem ter perfomances tão distintas?

Pois bem. Marcus começou a conversa pedindo aos presentes que imaginássem o Board de Diretores de sua vida Pessoal. Para fazer parte desse board os integrantes devem:
. conhecer você
. importar-se contigo
. querer o seu sucesso
Bem, evidentemente que familiares, chefes e ex-chefes, colegas e ex-colegas, ex-professores, et al povoam nossas mentes nesses momentos. Sem dúvida uma lista "seleta".
Então ele pergunta: alguém de seu time, subordinado seu, faz parte da lista?
E mais: será que você faz parte da lista dos seus pares ou subordinados?
Se não, como é que quer que seu time o "siga"?

Dos diversos levantamentos estatísticos que o Instituto Gallup - de onde Buckingham é VP Sênior - apenas 3 perguntas foram capazes de distinguir as boas das más equipes. São elas, na ordem de importância crescente:

1. Seus colegas estão comprometidos com a qualidade?
2. Você sabe o que é esperado de você TODOS os dias?
3. No trabalho, você tem oportunidade de realizar TODOS os dias o que sabe fazer de melhor?

Encare as perguntas não apenas olhando a si mesmo, mas pense seus Subordinados respondendo-as.
Você já definiu o QUE é qualidade para seu time buscar?
Você deixa claro, TODOS os dias o que espera de cada um do seu time?
Você aproveita TODOS os dias o que cada um do seu time é capaz de fazer MELHOR?

Calma. Não se penitencie. Fomos "programados" e educados a caber em padrões: melhorar nossos pontos fracos (que agora se chama "oportunidade de melhorias" pelo RH) até chegar no padrão-mínimo necessário. Aliás isso é coisa da Sociedade Industrial. As Escolas não ensinam a aprender, apenas a repetir o que o mestre quer que nós saibamos. Isso para nos aostumarmos com a cultura da padronização, essencial para sermos bons "operários" na indústria. Assim é, faz um século.

Pois bem. Esqueça isso! Pare de tentar melhorar seus pontos fracos. Descubra seus pontos FORTES e melhore eles cada vez mais. Você é mais inovador e criativo nas áreas e atributos em que é forte e não no que é fraco. Então não perca tempo. 
Ou, no caso de gestores, não perca tempo querendo que seu time melhore pontos fracos. Ajude-os a encontrar seus pontos fortes e use-os. Ai sim, caso eles não sejam pontos aproveitáveis oriente a pessoa a buscar sua vocação. Não adianta forçar capacidades que não se tem.

"Quer estudar casamentos felizes, não entreviste divorciados"."Quer estudar o Sucesso, não estude o Fracasso. Não são complementares."

Buckinham tem uma metodologia desenvolvida pelo Gallup e extensamente desenvolvida em seu livro "Descubra seus Pontos Fortes" de 2006. Vale ler e fazer o teste pelo site. Super esclarecedor. 

Enfim, como gestor, tirar o máximo de proveito - comum! - dos pontos fortes de cada membro da Equipe, e aumentar seu desempenho é responsabilidade essencial.

Entre na lista do "board" de seus Subordinados. 
Eles querem saber o que é qualidade ara a equipe. 
Eles querem saber o que se espera deles. 
Eles querem fazer o que sabem fazer de melhor.
Quando essas 3 questões são respondidas, a performance da Equipe é consistentemente melhor.

Não se confunda mais: "oportunidade de melhorias" é nos pontos Fortes, não nos Fracos.

E mais: espera-se que a Geração Y seja mais focada em seus pontos Fortes, mas.... infelizmente não é. Eles são bem desfocados. Precisam de orientação. Ajude-os.

Marcus Buckingham encerrou com uma citação sua de praxe:
"Chegou o dia em que o risco de continuar sendo sempre um broto tornou-se maior que o risco de florecer".

Invista em seus pontos Fortes. Só neles!
Sucesso!

Veja o resumo das outras palestras da ExpoManagement aqui.

J < / >.

ExpoManagement: Resiliência - Rosabeth Kanter

A consagrada professora de Harvard, Rosabeth Moss Kanter, abordou o tema "Resiliência" em sua palestra no 2o dia do ExpoManagement 2011.

Resiliência, segundo o Wikipedia, é um conceito psicológico definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico.

Que beleza...

Segundo Rosabeth é justamente a Resiliência uma das características que ajudam equipes e empresas a serem vencedoras. De seus longos estudos sobre empresas, trabalho de consultoria, docência, e mais de 15 livros, a profa. Kanter listou-nos 5 lições sobre porque algumas equipes são vitoriosas e outras derrotadas. E usou a alegoria dos esportes para melhor ilustrar. As 5 lições são:

1. Vencer é melhor que Perder
Óbvio, mas ela explicou mais: além da vitória em si, o sentimento psicológico de ser uma equipe vencedora abre caminho para mais vitórias no futuro. Ao passo que perder consistentemente acaba minando totalmente qualquer possibilidade de vitória. Os membros do time se "acostumam" com a derrota e se "contentam" com isso, bloqueando qualquer iniciativa de tentarem ser melhores. Por isso toda e qualquer pequena vitória é importante. Não pelo lado da soberba, mas pelo sentimento de CAPACIDADE de vencer mediante esforço. É sempre mais fácil ter autocrítica quando se vence do que quando se perde. No fracasso pode virar caça às bruxas e sempre tendemos a sermos defensivos.
Portanto vencer sempre é melhor que perder porque gera melhores comportamentos na equipe.
Além disso, disse Rosabeth, os Vencedores sempre são convidados para as melhores festas. J
Ela se refere à capacidade da vitória atrair outras pessoas vitoriosas, um networking e coaching virtuosos.

2. Vencer pode ser meio chato
Como assim? Veja: tem o lado chato da preparação. Vale a velha sabedoria do "quanto mais eu treino, parece que mais sorte eu tenho".
Além disso pode trazer autocomplacência e depois soberba e negligência. Veja os EUA: quem diria que a economia americana fosse a um colapso com o de 2008. Excesso de confiança. 
Como alguns técnicos de esportes dizem: "uma vitória por vez, um jogo por vez".
Vencedores, diferente dos perdedores, sempre treinam, sempre ensaiam, sempre estudam antes. Ensaiam até o que fazer se as coisas não sairem "como ensaiado", um plano-B, uma fuga alternativa. Os vencedores são sempre responsabilizáveis (accountable) por seus atos.

3. Não é o Talento em si, mas do Time como um todo
Mesmo times perdedores tem suas Estrelas. Alías, aqui no Brasil a gente sabe muito bem como é isso. Tá cheio de "estrelinha" ai jogando "sozinho" e afundando o time por isso.
Times vencedores não tem Estrelas, mas a cultura do coaching.
Algumas empresas tem, entre seus executivos mais antigos, às vezes já aposentados, um CCO - Chief Culture Officer, responsável por replicar a cultura da empresa e dar coaching aos coaches. Um senso comum, de "o que é o Sucesso" na empresa precisa ficar evidente.

4. Vencedores pensam "pequeno" da mesma forma que pensam "grande"
As grandes vitórias são feitas da soma das pequenas.

5. Vencedores administram a derrota melhor
Eles sabem driblar bem a famosa "Lei de Kanter": "tudo pode parecer fracassar... quando se ainda está no meio do caminho". Depois da euforia inicial de qualquer projeto, quando vem a primeira dificuldade, todos tendem a entregarem-se e desistir. Equipes vitoriosas, aprenderam a Resiliência e não se entregam à Lei de Kanter.


Mais informações no twitter da professora: @RosabethKanter


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